A formação de um ciclone extratropical deve provocar chuva forte, temporais e queda de granizo em nove estados brasileiros a partir desta sexta-feira, segundo alerta do Instituto MetSul. Uma área de baixa pressão migrará do Paraguai para o Sudeste e, no fim de semana, avançará para o Atlântico, onde deve se aprofundar em mar aberto, afastada do continente. O fenômeno não será intenso, mas irá canalizar grande volume de umidade para o Centro-Sul do Brasil, aumentando a instabilidade e favorecendo chuvas localmente fortes e temporais isolados.
Além desse sistema, entre os dias 2 e 3 de fevereiro, uma segunda área de baixa pressão deve avançar do Paraguai em direção ao Paraná e a São Paulo. De acordo com os modelos meteorológicos, este segundo sistema não deve se transformar em ciclone, mas pode reforçar o cenário de instabilidade já presente.
Os estados com maior risco de impactos são Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Em áreas mais afetadas, os acumulados de chuva podem variar entre 100 e 200 milímetros no período, com pontos isolados alcançando entre 200 e 300 milímetros. O volume elevado em curto espaço de tempo aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e inundações repentinas. Em regiões de relevo e encostas, há possibilidade de deslizamentos de terra, quedas de barreiras e desmoronamento de rochas.
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão que se forma em latitudes médias, longe da região equatorial. Ele surge, em geral, do contraste entre massas de ar quente e frio e costuma provocar ventos fortes e chuvas intensas. Diferente dos ciclones tropicais, como furacões, esses sistemas tendem a ser menos intensos, mas ainda podem causar danos relevantes.