O Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra dois homens investigados pelos crimes de tráfico de drogas majorado e associação para o tráfico. Os fatos investigados ocorreram no dia 8 de fevereiro de 2026, nos municípios de Iapu e São João do Oriente, no Vale do Rio Doce.
De acordo com as investigações, a Polícia Militar vinha recebendo diversas denúncias anônimas indicando intensa movimentação relacionada ao comércio de entorpecentes em um imóvel localizado no bairro Francisco Weber, em Iapu. Diante das informações, equipes policiais iniciaram monitoramento no local e observaram a chegada de um motociclista, que recebeu uma embalagem volumosa na residência investigada e seguiu em direção ao distrito de Santa Maria do Baixio, pertencente ao município de São João do Oriente.
Já no distrito, os militares acompanharam a movimentação e viram o motociclista entrar em uma residência, entregar o pacote e sair pouco depois levando outro objeto. Em seguida, outro indivíduo também foi visto deixando o mesmo imóvel após pegar algo no local, situação que reforçou as suspeitas de comercialização de drogas.
Durante a abordagem realizada na residência, os policiais localizaram 17 pedras de crack e a quantia de R$ 50 escondidos entre roupas. Paralelamente, outra equipe se deslocou até a casa de um homem apontado nas denúncias como responsável por armazenar drogas para o grupo. No local, foram encontrados cinco papelotes de cocaína, doze buchas de maconha e seis pedras de crack guardados dentro de uma caixa porta-óculos.
As apurações também indicam que um dos investigados, mesmo recolhido no sistema prisional em Governador Valadares, continuaria exercendo influência e coordenação sobre a atividade criminosa fora da unidade.
Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos indicam atuação estável e permanente para a prática do tráfico de drogas, com apoio de outras pessoas para armazenamento e distribuição dos entorpecentes. A denúncia foi apresentada à 1ª Vara Criminal da Comarca de Inhapim. Caso haja condenação ao final do processo, os investigados poderão responder por crimes equiparados a hediondos.