Um homem está sendo julgado nesta segunda-feira (4), em Ipatinga, acusado de matar a companheira, Meilling Marili da Silva, de 37 anos, com cerca de 60 facadas enquanto ela dormia. O crime aconteceu no dia 18 de agosto de 2024, na casa onde a família morava, no bairro Vila Celeste. O réu também responde por tentativa de homicídio contra a enteada, de 15 anos, e permanece preso desde a data dos fatos.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, ameaças e agressões constantes. Inconformado com o desejo de Meilling de se separar e deixar a residência, o acusado atacou a vítima de forma violenta enquanto ela estava indefesa.

Ainda conforme a acusação, a filha da vítima ouviu os gritos de socorro e, de forma corajosa, tentou defender a mãe. Durante a tentativa de intervenção, a adolescente também foi atacada pelo agressor e correu risco significativo de morte. Ela conseguiu fugir, foi socorrida e permaneceu internada por cerca de uma semana, se recuperando dos ferimentos.

O MPMG sustenta que o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar, o que caracteriza feminicídio. Em relação à adolescente, o órgão aponta que o acusado tentou matá-la para assegurar a consumação do assassinato da companheira.

O julgamento ocorre pelo Tribunal do Júri e a promotoria pede a condenação máxima do réu, com pena que pode ultrapassar 60 anos de prisão, diante da gravidade e das circunstâncias do crime.

“Serão julgados dois crimes pelo Tribunal do Júri, e esperamos que a sociedade reconheça o trabalho da promotoria pela condenação máxima do autor. Trata-se de um ato muito grave e covarde, e a expectativa é de uma pena elevada, acima de 60 anos”, disse o promotor Jonas Monteiro Linhares.

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