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Evangelho do dia

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026

Lucas 11,42-46

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. 45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas nem com um só dedo”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Enquanto Mateus apresenta sete “maldições” (“ai de vocês…”) de Cristo contra os fariseus e escribas, Lucas limita-as a seis, reunidas em dois grupos de três, lidas na liturgia de hoje e amanhã. A primeira refere-se à hipocrisia dos fariseus, muito fiéis aos preceitos, mas que “deixam de lado a justiça e o amor de Deus”, ou seja, o essencial. A segunda “maldição” refere-se à falta de humildade, denunciando a soberba dos fariseus. A terceira refere-se ao fato de os fariseus estarem tão envolvidos nos vícios que transmitem sua “impureza” aos que deles se aproximam mesmo sem perceberem (“pisam sem saber”). O segundo bloco de repreensões ao estilo profético dirige-se aos doutores da Lei e inicia com a acusação de incoerência, pois eles agravam de tal modo a Lei que tornam insuportável a vida religiosa, ao passo que o fardo de Cristo é leve e fácil de carregar. A série será concluída com o trecho do Evangelho que leremos amanhã.