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Evangelho do dia

Terça-feira, 21de Julho de 2026

Mateus 12,46-50

Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem me ama, realmente, guardará minha Palavra, / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

No hebraico antigo, a palavra “mãe” (ima) se escrevia com a junção das letras alef (cabeça de touro, que representa a força) e mem (ondas, que representam a água), significando “água forte”, nome dado à “cola” ou “gosma” que surgia quando se fervia o couro e que era usada para construir, fixar, unir ou consertar as tendas. É importante recordar que os israelitas eram um povo nômade, vivendo por anos em tendas. Assim como a “água forte” dava sustento e mantinha a tenda em pé, “mãe” é aquela que sustenta e une, neste caso, a família (sua casa ou lar); aquela que mantém todos protegidos debaixo da sua “tenda”. No Evangelho de hoje, não vemos desprezo de Jesus pela sua “ima”, pela sua Mãe, mas sim o rosto materno de Deus que sustenta e une uma nova família, muito maior. Deus é a “água forte” que une todos os que se identificam com Jesus, que estão dentro de casa (sob a tenda) ao lado dele e que aceitam fazer a vontade do Pai.