Um homem apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como líder de uma organização criminosa ligada ao PCC é considerado foragido após ter sido solto pela Justiça e ter a prisão preventiva restabelecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Governador Valadares.
A prisão havia sido revogada no último dia 20, após decisão de primeira instância que considerou haver excesso de prazo na tramitação do processo. Dois dias depois, no sábado (22), o MPMG recorreu da decisão. Na terça-feira (25), o TJMG acolheu o recurso e determinou novamente a prisão preventiva do acusado.
Quando as autoridades foram cumprir a nova ordem de prisão, porém, ele não foi localizado. Segundo informações do processo, o homem é considerado foragido.
Segundo o TJMG, há indícios de que o investigado mantinha contato com redes de imigração ilegal, conhecidas como “coiotes”, e teria condições de continuar comandando a organização criminosa mesmo à distância. A Justiça também apontou risco de fuga, coação de testemunhas e interferência nas investigações.
De acordo com o MPMG, a organização criminosa, ligada ao PCC, teria movimentado mais de R$ 87 milhões em operações de lavagem de dinheiro. O processo envolve diversos réus e é considerado complexo. A Promotoria afirma ainda que pediu três vezes o desmembramento do caso para acelerar a tramitação.
Com a decisão do TJMG, a prisão preventiva foi restabelecida, mas o investigado não foi localizado e permanece foragido.
G1