O Ministério Público de Minas Gerais denunciou um homem de 53 anos por homicídio triplamente qualificado pela morte de Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos. O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2026, na zona rural de São Domingos das Dores, após uma discussão envolvendo a poda de um pé de manga.
De acordo com a denúncia, a vítima estava acompanhada do filho, podando a árvore, quando um vizinho se aproximou e exigiu que o serviço fosse interrompido. Em seguida, esse vizinho sacou uma arma de fogo e atirou contra Eberton, que caiu gravemente ferido.
Ainda segundo as investigações, o filho da vítima entrou em luta corporal com o agressor e conseguiu tomar o revólver. Mesmo desarmado, o homem teria continuado as agressões utilizando um pedaço de madeira. Diante da situação, o filho de Eberton efetuou um disparo contra o agressor, que morreu.
Após o confronto, o rapaz deixou o local para buscar socorro. Nesse momento, conforme a denúncia do Ministério Público, o filho do homem que havia efetuado os primeiros disparos teria se aproximado de Eberton, que continuava caído e gravemente ferido, e desferido um golpe de madeira em sua cabeça. A vítima foi socorrida por familiares e levada ao Hospital Irmã Denise, em Caratinga, mas não resistiu aos ferimentos.
Na mesma manifestação, o Ministério Público reconheceu que o filho de Eberton agiu em legítima defesa própria e do pai, solicitando o arquivamento da investigação contra ele pela morte do agressor. Segundo os promotores, não foram identificados elementos que indicassem excesso na reação.
Agora, o MPMG pede que o homem denunciado pela morte de Eberton seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim. O órgão também solicitou a fixação de indenização mínima de 150 mil reais aos familiares da vítima, além da manutenção das medidas cautelares que proíbem o denunciado de manter contato com o filho de Eberton e seus familiares e determinam uma distância mínima de 200 metros do rapaz.
Para o Ministério Público, o caso demonstra como desentendimentos entre vizinhos podem terminar em consequências irreparáveis. A denúncia ainda será analisada pela Justiça, e o julgamento deverá avaliar a responsabilidade do acusado pelos fatos atribuídos a ele.