
Lucas 18,9-14
Honra, glória, poder e louvor / a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!’ 14Eu vos digo, este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. – Palavra da salvação.
Reflexão:
A Quaresma é um tempo propício para intensificarmos nossas orações, conscientes de que a oração é o caminho para entrar em contato com a verdade mais profunda de nós mesmos, onde a luz do próprio Deus está presente. O Evangelho hoje proposto para a nossa meditação recorda exatamente isso. Ao nos recolhermos para a oração e entrarmos em diálogo com Deus, acabamos por revelar o que há de mais profundo no nosso coração. Alguns, humildemente, expressam seus arrependimentos e preocupações, reconhecendo que Deus é o farol que os guia para um porto seguro. Outros podem manifestar sua autossuficiência e incapacidade de confiar plenamente em Deus, demonstrando que sua oração é superficial e formal, feita por uma obrigação ritual sem sentido.