O último réu acusado de envolvimento no assassinato de duas irmãs em Ipatinga foi condenado a 95 anos e 4 meses de prisão, nesta segunda-feira (6), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado na Câmara Municipal.
Marcelo Augusto Rodrigues foi considerado culpado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e furto. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os jurados aceitaram integralmente as teses da acusação.
O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além do uso de arma de fogo de uso restrito.
“O caso era muito grave e tivemos sucesso em demonstrar a autoria do réu. Não cabia nenhuma hipótese de diminuição da pena e todas foram rejeitadas”, afirmou o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
Outros envolvidos também foram responsabilizados:
Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão.
Leonardo Victor Citadino da Costa foi condenado a 96 anos e 8 meses, mas morreu no CERESP de Ipatinga em janeiro deste ano.
Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu antes do oferecimento da denúncia.
Com a sentença, a Justiça concluiu a responsabilização penal de todos os envolvidos.
“A família tem esse alívio. Saber que a justiça foi feita é uma resposta importante […] É um julgamento histórico. A sociedade mostra que não tolera a violência contra a mulher”, disse o promotor.
Relembre o caso
As irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz (50) e Camila Keila Ribeiro da Cruz (34) foram encontradas mortas em 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácara Madalena, em Ipatinga.
Segundo a Polícia Militar, as vítimas estavam com mãos e pés amarrados, amordaçadas e com marcas de tiros.
Elas foram enterradas dois dias depois, em Ubaporanga, cidade onde a família morava.
As investigações apontaram que elas foram mantidas em cárcere privado antes de serem assassinadas. A motivação do crime estaria ligada a um desentendimento por questões financeiras após cobrança de dinheiro.