A partir desta segunda-feira (31), os medicamentos vendidos no Brasil passarão por um reajuste de preço. A medida, feita anualmente, foi oficializada pelo Governo Federal com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) e segue os valores estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define um teto para os aumentos no setor farmacêutico.

O índice de aumento corresponde à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses encerrados em fevereiro.

Como funcionará o reajuste?

Os fabricantes, distribuidores e lojistas poderão aplicar os aumentos dentro dos seguintes níveis:

Nível 1: 5,06%

Nível 2: 3,83%

Nível 3: 2,60%

Exigências para a aplicação do aumento

Para que o reajuste seja válido, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização à CMED. O documento deve conter:

Dados de faturamento;

Quantidade de medicamentos vendidos.

Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, a empresa pode ser penalizada.

Transparência nos preços

As empresas registradas devem divulgar amplamente os valores dos medicamentos em mídias especializadas de grande circulação. Ainda conforme a publicação no Diário Oficial, o varejo farmacêutico precisa manter listas atualizadas dos preços disponíveis para consumidores e órgãos de defesa do consumidor.

Os preços praticados não podem ultrapassar os valores publicados pela CMED no portal da Anvisa.

O que está por trás do reajuste?

O reajuste anual dos medicamentos leva em conta fatores como inflação, impactos nos custos de produção e a tributação do ICMS – que varia conforme o estado.

Segundo a Anvisa, a regulação tem como objetivo proteger os consumidores de “aumentos abusivos”, ao mesmo tempo em que permite a manutenção do setor farmacêutico frente às oscilações econômicas.

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