Durante a caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, poderá ser alvo de um pedido de impeachment caso não avance com a tramitação de requerimentos apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o senador, a omissão do comando do Congresso diante das demandas da direita “já passou do limite” e tende a gerar reação política direta.
Em entrevista exclusiva à Rádio Itatiaia, Magno Malta declarou que, se Alcolumbre continuar sem pautar os pedidos de impeachment de ministros do STF, a pressão institucional poderá se voltar contra o próprio presidente do Senado. Para ele, a responsabilidade sobre o andamento desses processos é exclusiva do comando da Casa e não pode mais ser evitada.
O senador também defendeu a abertura de processos contra o ministro Dias Toffoli e, posteriormente, contra Alexandre de Moraes. Segundo ele, existe maioria política possível para avançar com as medidas, desde que parlamentares do chamado centrão deixem o que classificou como medo de retaliações.
Magno Malta avaliou ainda que parte dos congressistas que hoje integram a base do governo Lula não se identifica ideologicamente com a esquerda, mas prefere permanecer em silêncio diante das tensões entre os Poderes. Para ele, a pressão da sociedade e das famílias desses parlamentares será decisiva para mudar esse cenário. “O cara que não votar pelo impeachment do Toffoli tem algum comprometimento com ele. Isso já passou do limite”, declarou.
Na entrevista, o senador citou a articulação da direita para a instalação da CPI do Banco Máster, que, segundo ele, pode atingir integrantes do Congresso, ministros do Supremo e setores do lobby político. Para Magno Malta, a investigação representaria um ponto de virada no embate entre Legislativo e Judiciário. Ele afirmou que a mobilização seguirá baseada no regimento interno do Congresso e na Constituição, como forma de pressionar o Senado a agir.