As fortes chuvas que atingiram cidades da Zona da Mata mineira provocaram ao menos 22 mortes, deixaram centenas de desabrigados e dezenas de desaparecidos. Em Juiz de Fora, foram confirmadas 16 mortes e cerca de 440 pessoas tiveram que deixar suas casas.

O município decretou estado de calamidade pública, suspendeu as aulas da rede municipal e mobilizou equipes de resgate para localizar pelo menos 45 desaparecidos. O temporal começou na tarde de segunda-feira e há previsão de continuidade das chuvas.

Segundo a prefeitura, este já é o fevereiro mais chuvoso da história local, com 584 milímetros acumulados, cerca do dobro do esperado para o mês. Diversos bairros registraram deslizamentos e desabamentos, como o Parque Burnier, onde casas foram destruídas e moradores soterrados.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar trabalham nas buscas e no atendimento às vítimas. O Rio Paraibuna e vários córregos transbordaram, causando interdições de pontes e vias importantes, além de quedas de árvores e moradores ilhados. Os sobreviventes resgatados foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.

Em Ubá, seis pessoas morreram após o transbordamento do Ribeirão Ubá, que inundou avenidas e áreas residenciais. Em poucas horas, o volume de chuva chegou a 124 milímetros, provocando alagamentos e prejuízos. Já em Matias Barbosa, a enchente também levou ao decreto de calamidade pública para agilizar recursos e assistência às famílias afetadas. Equipes seguem mobilizadas nas três cidades atingidas. Ainda há risco.

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