A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica e em bloco, a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito das investigações sobre supostas fraudes e desvios na Previdência. O requerimento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, e integra um pacote de medidas que atinge pessoas e empresas citadas nas apurações.
A decisão gerou reação imediata da base governista, que tentou retirar o pedido da pauta e contestou a contagem de votos feita pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana. Após a votação, houve empurra-empurra no plenário e troca de acusações entre parlamentares. O deputado Luiz Lima relatou ter sido atingido por um soco do deputado Rogério Correia, que inicialmente pediu desculpas, mas depois negou agressão intencional. O caso poderá ser analisado pelo Conselho de Ética.
Segundo o relatório, mensagens interceptadas mencionam repasse de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, interpretação que a Polícia Federal associa a Fábio Luís. Também foram citados registros de viagem a Lisboa, em 2024, ao lado de outro investigado, além de suspeitas de atuação como “sócio oculto” em negócios de cannabis medicinal supostamente financiados com recursos desviados.
A defesa acionou o Supremo Tribunal Federal para ter acesso aos autos sob relatoria do ministro André Mendonça e sustenta que não há confirmação formal de investigação. Enquanto a oposição comemorou o avanço das medidas, governistas denunciaram condução parcial dos trabalhos. A comissão também aprovou quebras de sigilo de empresários e empresas ligadas ao caso.