A Polícia Civil identificou, até esta quarta-feira (1º), 14 possíveis vítimas de um médico preso preventivamente em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de cometer crimes sexuais durante consultas. As vítimas são mulheres que registraram ocorrência e já prestaram depoimento. A investigação segue em andamento e a polícia acredita que o número pode ser maior.

Segundo o delegado, o cardiologista Daniel Pereira Kollet agia há pelo menos dois anos. Ele prescrevia medicamentos controlados e pedia que pacientes retornassem com frequência, quando, conforme relatos, dopava e abusava sexualmente das vítimas. Em um dos casos, a paciente percebeu irregularidades, levou uma familiar à consulta e não sofreu abuso naquele dia. Posteriormente, outro médico constatou que ela não precisava de tratamento.

De acordo com a polícia, o suspeito também teria admitido informalmente que “Abraçava, beijava e acariciava enquanto elas estavam sem roupas durante a consulta médica, sem o consentimento das mesmas”, relata o delegado.

O advogado Rômulo Campana, do escritório que representa o médico, nega as acusações e alega que “trata-se de médico há quase 30 anos, com conduta ilibada, cuja atuação profissional sempre foi pautada pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde de seus pacientes”.

O Cremers ( Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul ) informou que abriu investigação e destacou a gravidade do caso, “Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis.

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