O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, lançou nesta segunda-feira (5) um programa inédito que oferece US\$ 1.000 (cerca de R\$ 5.658) a imigrantes em situação irregular que optarem por deixar voluntariamente o país. A medida, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), visa reduzir os custos com deportações forçadas, que hoje giram em torno de US\$ 17 mil por pessoa.
A proposta, chamada de “autodeportação”, inclui também passagens aéreas pagas pelo governo e retirada do nome do imigrante da lista de detenção da imigração, medida que vem sendo intensificada sob a atual gestão. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, trata-se de uma forma “mais segura, econômica e humana” de lidar com a presença de estrangeiros sem documentação legal.
Para receber o benefício, o imigrante precisa fazer a solicitação por meio do aplicativo ”CBP Home” e aguardar aprovação. O pagamento só será feito após a comprovação de chegada ao país de origem. O valor é por pessoa, não por família. O prazo para o retorno é de até 21 dias após a aprovação.
O programa já está em vigor e, segundo o governo, um cidadão hondurenho foi o primeiro a retornar voluntariamente. Bilhetes para outros candidatos já foram emitidos. Apesar de ser novo nos EUA, esse tipo de programa já funciona em países europeus como o Reino Unido, que oferece até 3 mil libras a quem retorna, mas proíbe o retorno por cinco anos.
Autoridades afirmam que, além de reduzir custos, o programa evita prisões e longos processos legais. Grupos de direitos humanos, no entanto, ainda analisam os impactos humanitários da medida.