O Ministério Público de Minas Gerais denunciou dois detentos pelo crime de falso testemunho em um processo que investiga crimes ocorridos dentro do Presídio de Inhapim. A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro responsável pelo caso.
Segundo o Ministério Público, os acusados teriam prestado informações falsas durante audiência judicial realizada no dia 9 de abril de 2026, na ação penal que apura crimes de estupro, extorsão e associação criminosa praticados contra um custodiado da unidade prisional.
De acordo com as investigações, os dois presos já haviam sido ouvidos anteriormente durante o procedimento investigatório conduzido pelo Ministério Público. Na ocasião, eles relataram agressões, ameaças e extorsões supostamente cometidas por outros detentos contra a vítima. Os depoimentos foram formalizados, lidos, confirmados e assinados pelos próprios declarantes.
No entanto, durante a audiência de instrução e julgamento realizada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Inhapim, os acusados teriam alterado de forma significativa as versões apresentadas anteriormente.
Ainda conforme a denúncia, a mudança nos depoimentos teria ocorrido com o objetivo de influenciar o resultado do processo criminal, situação que pode aumentar a pena prevista para o crime de falso testemunho, conforme estabelece o Código Penal.
O Ministério Público destacou também que os denunciados possuem diversas condenações anteriores por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, furto, ameaça, violação de domicílio e disparo de arma de fogo, sendo considerados multirreincidentes.
Os dois permanecem presos em unidades prisionais do Estado e responderão ao processo na Comarca de Inhapim. Caso sejam condenados, poderão cumprir pena pelo crime de falso testemunho qualificado.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais afirmou que a atuação reforça o compromisso da instituição com a defesa da verdade processual, da integridade das provas judiciais e da correta aplicação da Justiça, especialmente em casos envolvendo crimes graves dentro do sistema prisional.