Casal investigado por golpe de quase R$ 1 milhão contra moradora de Inhapim é preso em Caratinga

O casal investigado por aplicar um golpe que teria causado prejuízo de quase R$ 1 milhão a uma moradora de Inhapim foi preso na noite desta terça-feira (23), em Caratinga. A prisão ocorreu após diligências realizadas pela Polícia Militar para cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito da Operação Stelios, conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo as investigações da Delegacia de Polícia Civil de Inhapim, a vítima, uma mulher de 46 anos, teria sido induzida a realizar transferências bancárias, contrair empréstimos e adquirir diversos bens após ser manipulada pela investigada, que teria conquistado sua confiança utilizando supostas orientações espirituais.

Durante a Operação Stelios, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em Ubaporanga, onde foram localizados e apreendidos diversos bens que, conforme as investigações, teriam sido adquiridos com recursos provenientes da fraude.

De acordo com a cadete Cláudia, da Polícia Militar, os suspeitos foram localizados em uma residência no bairro Morro do Escorpião, em Caratinga, após informações apontarem que eles estariam no imóvel.

Ao chegarem ao local, os militares foram recebidos pelo casal, que informou já ter conhecimento dos mandados de prisão. Ainda segundo a policial, os investigados afirmaram que pretendiam se apresentar voluntariamente à Justiça nesta quarta-feira (24), acompanhados por advogado.

A cadete esclareceu ainda que não houve tentativa de fuga. No imóvel, os militares encontraram uma mala preparada com roupas da criança do casal, de pouco mais de um ano de idade. Conforme relatado pelos suspeitos, a intenção era deixar a criança sob os cuidados de familiares antes de se apresentarem às autoridades.

Após o cumprimento dos mandados, os dois foram encaminhados à Delegacia Regional de Polícia Civil de Caratinga, onde permaneceram à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá dar continuidade aos procedimentos e apurar todos os detalhes do suposto esquema de estelionato.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que se manifestou favoravelmente à decretação das prisões preventivas, bem como ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares solicitadas durante a investigação. Segundo o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, as medidas foram consideradas necessárias diante dos elementos reunidos pela Polícia Civil, incluindo indícios de ocultação e transferência de bens após a descoberta dos fatos. O MPMG informou ainda que acompanha o caso e que a denúncia criminal deverá ser apresentada após a conclusão das diligências finais da investigação.

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