Após um ano da morte do técnico de enfermagem Bruno de Paula Carvalho Fernandes, de 29 anos, o corpo do mineiro chegou ao Brasil nesta quinta-feira (10). Natural de Barra de São Francisco, no Espírito Santo, Bruno morava em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.

Os restos mortais foram identificados por meio de exame de DNA realizado pelas autoridades ucranianas, com probabilidade superior a 99%. A confirmação foi emitida em 7 de agosto, permitindo a liberação do corpo para a família.

Bruno morreu em 1º de setembro de 2025, durante uma emboscada na região do povoado de Zatyshok, na Ucrânia. Ele integrava uma equipe com dois brasileiros e dois ucranianos quando o grupo foi atacado por morteiros e drones kamikaze.

O mineiro foi atingido durante o ataque. Um brasileiro que sobreviveu tentou socorrê-lo e permaneceu ao lado dele até que Bruno perdesse a consciência.

Antes de viajar para a Ucrânia, Bruno trabalhava como técnico de enfermagem e havia atuado na linha de frente contra a Covid-19 em hospitais de Mantena e no Hospital Regional de Governador Valadares.

Família aguardava confirmação

Horas antes de morrer, Bruno enviou áudios para a família tentando tranquilizar os parentes. Ele afirmou que voltaria para casa em poucos dias.

O mineiro deixou dois filhos: um menino de 5 anos e uma enteada de 6 anos, que criava como filha.

Segundo familiares, Bruno viajou para a Ucrânia atraído por propostas de trabalho que prometiam cerca de R$ 30 mil por mês. O recrutamento de brasileiros para a guerra ocorria por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

O corpo chegou a São Paulo nesta quinta-feira e foi levado para Barra de São Francisco, onde o velório acontece nesta sexta-feira (11). O sepultamento está previsto para ocorrer ainda hoje.

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