A Polícia Militar e o Ministério Público concederam coletiva de imprensa nesta segunda-feira para falar sobre a operação que resultou na apreensão de motocicletas utilizadas em manobras perigosas conhecidas como “grau”.

Durante a entrevista, o Tenente Lucas Marliere e o Promotor de Justiça Jonas Júnior Linhares Costa Monteiro destacaram o trabalho conjunto das forças de segurança, os riscos causados pela prática nas vias públicas e as medidas judiciais adotadas contra os envolvidos.

O promotor de Justiça Jonas Júnior explicou que a operação foi realizada após diversas denúncias sobre encontros de motociclistas para a prática de manobras perigosas em vias públicas de Inhapim. Segundo ele, a Polícia Militar realizou levantamentos, imagens e monitoramento dos envolvidos, repassando as informações ao Ministério Público, que instaurou um procedimento investigativo.

De acordo com o promotor, os investigados utilizavam redes sociais para divulgar as manobras, conhecidas como “grau”, incentivando outros jovens à prática e, em alguns casos, obtendo lucro com as publicações. Ele destacou ainda que os envolvidos irão responder por crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, além de incitação e apologia ao crime e, em alguns casos, adulteração de placas das motocicletas.

Ao todo, dez motocicletas foram apreendidas durante a operação e deverão permanecer retidas durante o andamento do processo judicial. O Ministério Público também pediu indenização por danos morais coletivos e destacou que a ação busca aumentar a segurança da população e evitar acidentes graves no trânsito.

O promotor ressaltou ainda que, caso as pessoas queiram praticar esse tipo de atividade como esporte, que façam em locais apropriados e autorizados, e não em vias públicas, colocando a população em risco.

O tenente Lucas Marliere destacou que a operação foi resultado de uma mudança na estratégia de atuação da Polícia Militar no combate à prática de manobras perigosas em motocicletas. Segundo ele, abordagens tradicionais muitas vezes colocavam em risco policiais, motociclistas e a própria população, além de nem sempre terem eficácia.

De acordo com o tenente, a partir de levantamentos iniciados em janeiro, a Polícia Militar reuniu imagens, denúncias e informações sobre os envolvidos e encaminhou o material ao Ministério Público, que aprofundou as investigações. Com base nisso, a Justiça autorizou a apreensão das motocicletas utilizadas nas práticas ilegais.

Ao todo, dez motos foram apreendidas, sendo seis em Inhapim, uma em Governador Valadares e outras três interceptadas em Nova Serrana e trazidas para o município. O tenente ressaltou que os veículos não deverão ser liberados facilmente, diferentemente do que ocorria em apreensões comuns.

Ele também destacou o empenho dos cerca de 30 policiais militares envolvidos na operação e reforçou a importância da participação da população através de denúncias pelo 190 ou pelas redes sociais do 62º Batalhão da Polícia Militar, ajudando na identificação de motocicletas com escapamentos irregulares e envolvidas em manobras perigosas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *