Um brasileiro de 36 anos, natural de Naque, no Vale do Aço, morreu em combate na guerra entre Ucrânia e Rússia no dia 19 de abril.

Dime Wester Guilherme da Costa foi atingido por um drone enquanto estava na linha de frente. A morte foi confirmada pela família apenas dez dias depois, aumentando a angústia dos parentes.

Ele vivia em Lisboa há cerca de nove anos, tinha cidadania portuguesa e trabalhava como auxiliar de cozinha. Mesmo sem experiência militar, decidiu se voluntariar para atuar no conflito.

Segundo a família, Dime foi atraído por promessas de pagamento e bônus por missões. Antes de viajar, também dizia que queria realizar o sonho de ser militar e levar a palavra de Deus aos soldados.

A viagem até a Ucrânia foi feita por terra, passando por países da Europa até chegar ao destino em março. Após um período de treinamento, ele foi enviado à linha de frente no dia 14 de abril e ficou incomunicável desde então.

A morte ocorreu cinco dias depois. De acordo com o relato de um sobrevivente, Dime foi atingido enquanto corria em campo aberto, a poucos metros de um bunker. O corpo não pôde ser resgatado devido ao risco de novos ataques na região.

Dime deixa uma filha de 11 anos, que vive em Ipatinga. A família relata dificuldades para obter informações oficiais, como documentos e detalhes do ocorrido, e busca garantir os direitos da criança.

Os parentes também esperam que o caso sirva de alerta para outros brasileiros que pensam em se voluntariar para a guerra.

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